Junta de Freguesia de Arranhó

História

Arranhó é uma freguesia do município de Arruda dos Vinhos, com 21,48 km² de área e 2 588 habitantes (2021). A sua densidade populacional é de 120,48 hab/km².


A cerca de 25 Km da capital do país, perto dos eixos rodoviários construídos em torno de Lisboa, Arranhó não perdeu, ainda assim, os seus traços rurais.

Segunda maior freguesia do Concelho de Arruda dos Vinhos.

Situada a sudoeste da sede do concelho, à distância de cerca de 13 km, domina territorialmente esta extremidade concelhia, pelos seus cerca de 2 123 ha, preenchidos por montes e vales verdejantes, onde em cada canto se desfrutam de horizontes amplos e deslumbrantes. Confina com território dos concelhos de Mafra, Loures e Sobral de monte Agraço.


Elevada a Vila em 4 de junho de 1997 pela lei n.º 64/97 de 12 de Julho.

Composta por 17 lugares e 3 casais.


Esteve anexada ao concelho de Vila Franca de Xira pela supressão do concelho de Arruda dos Vinhos em 26 de setembro de 1895, voltando a este em 13 de janeiro de 1898 quando ele foi restaurado.

Terá começado a surgir entre os séculos XII e XIV, em redor da Igreja de S. Lourenço.

A antiga freguesia de S. Lourenço de Arranhó era um curato anexo à freguesia de S. Cristóvão de Lisboa no termo desta cidade. Administrativamente, dentro do termo de Lisboa, é notável o que diz o Pe. Luís Cardoso: “É este lugar julgado com dois juízes de vintena feitos pelo senado de Lisboa, e pertence à distribuição do corregedor do bairro da Mouraria”. A independência religiosa foi alcançada apenas no século XVI.


Foi berço de algumas famílias nobres, embora nenhuma delas lhe tenha dado tanto prestígio como o facto de ter sido berço da grande escritora e pedagoga Irene Lisboa.


O topónimo Arranhó é explicado pela “Grande Enciclopédia Portuguesa Brasileira”, como sendo “sem dúvida o mesmo que Ranhó (com vogal prostética), do arcaico ranha no diminutivo ó, de sentido topográfico, talvez de depressão alongada e em declive e vocábulo certamente de grande uso medieval, ainda no século XII ou XIII, a julgar da grande abundância toponímica… A falta de documentação histórica tem, pois, aqui, para os inícios nacionais, uma expressiva compensação, toponímica, a que pode dizer-se se cinge a história local perceptível”.

No entanto, uma tradição oral com mais de 175 anos explica o topónimo de outra forma. Refere a tradição que o termo teria vindo do português quinhentista “Arranhou”, vocábulo que, em termos semânticos, teria tido a sua proveniência no episódio concreto de alguém se ter arranhado numa das agrestes espécies vegetais que, outrora, predominavam nas imediações do atual agregado populacional


A freguesia possui ainda antecedentes arqueológicos da Idade do Cobre.


Fonte: Dicionário Enciclopédico das Freguesias; Autarcas do Sec. XXI




Excerto de - Documentos Portugueses do Noroeste e da Região do Lisboa, Produção Primitiva do Sec. XVI, Lisboa, IN-CM, 2001, Ana Maria Martins


Documentos Históricos




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